Cristhian Caje

Cristhian Fernando Caje Rodriguez

Doutor em Antropologia Social

 

http://lattes.cnpq.br/1347295103852372

cristhiancaje@gmail.com

“Remo – nosso esporte – requer água limpa”: lixo, resíduos sólidos e experiências inovadoras de tratamento de água entre clubes de remo no Brasil e na Holanda.

 

O esgoto e o lixo dizem respeito a atletas e apoiadores da prática de remo nas cidades de Florianópolis e Amsterdã. A paisagem urbana de ambas cidades é cercada por canais de água, que se tornam lugares perfeitos para a prática desse esporte, além de fazer parte da rotina da vida cotidiana dos seus moradores e turistas. Portanto, o desafio de como lidar com os resíduos sólidos e a poluição dos rios afeta a realidade dos atletas de remo dos dois países. A poluição das aguas tem sido frequentemente tratada como um “problema cultural local”, como resultado de má administração publica ou mesmo relacionada aos níveis de desenvolvimento de recursos humanos. Este trabalho apresenta dados de um estudo que traz à tona os aspectos que envolvem hábitos e mudanças culturais nessas duas cidades relacionados ao problema de lixo e resíduos sólidos nas águas. Contribuindo para o debate e trazendo experiências inovadoras sobre como as pessoas lidam com o que chamamos de “lixo”, mas que pode ser visto com outros olhos, como um material valioso e potencialmente colaborar com outras áreas do conhecimento. O remo é um esporte que requer água limpa, portanto os remadores têm boas razões para serem membros do Movimento da Água Limpa, um grupo global e aliança estratégica com o WWF International (Fundo Mundial para a Natureza) com o Departamento de Sustentabilidade da Federação Internacional de Remo Mundial, responsável pela aplicação de práticas ambientalmente sustentáveis no uso e gerenciamento dos recursos hídricos. Este trabalho espera contribuir para continuar a estabelecer pontes de relacionamento e trocar experiências entre esses dois países, a partir de ações compartilhadas entre atletas do remo e pesquisadores do lixo.